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Os 170 Anos de
Nova Iguaçu
Cidade valoriza sua
história e busca alternativas para o
desenvolvimento sustentável

O
local onde hoje se encontra o Centro de Nova
Iguaçu em fotografia de 1940
Nova Iguaçu foi
fundada em 15 de janeiro de 1833 a partir da
Vila de Iguassu, uma localidade que desde o
século XVIII era utilizada como pouso de
tropeiros que faziam o Caminho de Terra Firme.
A elevação de sua
categoria - vila para município - ocorreu para
abrigar a sede da administração das freguesias
de Nossa Senhora de Piedade do Inhomirim, Nossa
Senhora do Pilar, Nossa Senhora da Piedade de
Iguassú, Santo Antônio de Jacutinga, São João de
Meriti e Nossa Senhora da Conceição do Marapicu.
Na região, foi aberta a Estrada Real do
Comércio, que em conexão com os portos de
Iguassú, escoava a produção de cana-de-açúcar e
do café plantado nas serras.
Com a inauguração
da Estrada de Ferro Dom Pedro II, em 1858 (que
na fase republicana passou a se chamar ferrovia
Central do Brasil), inicia-se o crescimento do
Arraial de Maxambomba. Com isso, é feita a
transferência da sede do município para o novo
centro econômico que surgia. Em 1916, Maxambomba
passa então a se chamar Nova Iguassú.
Até a década de 40,
o município era composto pelos atuais municípios
de Arcádia (distrito de Miguel Pereira), Duque
de Caxias (Meriti), Nilopolis e São João de
Meriti, o que lhe garantia o posto de um dos
maiores do estado.
De 1930 a 1939, o
plantio de laranjas foi a principal produção da
cidade, atividade que enfrentou um grave
declínio em função da II Guerra Mundial, já que
grande parte da produção se destinava ao mercado
internacional. Com o término do conflito, os
produtores tentaram retomar a atividade, porém
as pragas impediram o sucesso da tentativa. No
início dos anos 50, o ciclo da laranja perde sua
força econômica.

O Bar Brasil, palco de encontros e negócios
envolvendo citricultores nas décadas de 30 e 40
Com a inauguração
da Rodovia Presidente Dutra (em 1952) e a
recuperação da malha ferroviária, a cidade passa
por um aumento populacional e assume outras
funções, entre elas, a de cidade dormitório e de
corredor de acesso à capital. Mesmo diante de
tais características, as atividades comercial e
industrial continuam em pleno desenvolvimento,
como, por exemplo, na extensão da área comercial
nos distritos e a criação do Pólo Industrial de
Queimados.
No entanto, um novo
processo de emancipação surgiu na década de 80
em alguns distritos. Nova Iguaçu perde Belford
Roxo, Japeri, Mesquita e Queimados. Apesar
disso, a cidade, graças ao empenho de vários
segmentos da sociedade continua se
desenvolvendo.
Atualmente, os
iguaçuanos vivenciam o surgimento de novos
negócios às margens da Via Light, além da
renovação do antigo centro comercial. A cidade
acaba de concluir um elaborado Plano
Estratégico, que discutiu junto à sociedade as
alternativas de desenvolvimento que levam em
consideração as características próprias de Nova
Iguaçu e seus resultados já começam a ser
percebidos. |