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Número 43 - Maio/Junho/Julho de 2001
Como está a ocupação dos centros comerciais dos municípios de Nova Iguaçu, Belford Roxo, Japeri, Queimados e Mesquita? Até o ano passado certamente esta resposta estaria baseada em suposições sem qualquer dado comprovado, porém, esta situação começou a mudar desde o início de 2001 quando o SINCOVANI firmou uma parceria com o Instituto Fecomércio de Pesquisas IFEC, em que serão realizadas uma série de pesquisas com o objetivo de definir não só a magnitude do setor quanto traçar pela primeira vez um perfil do consumidor e do comerciante. A primeira pesquisa a ser realizada em todos os centros comerciais será o recolhimento cadastral de todos os estabelecimentos existentes nos centros comerciais, o tipo de atividade existente, a ocupação das calçadas e quantas lojas estão ociosas. Por conta das obras de reurbanização do comércio do Centro, anunciadas pela Prefeitura de Nova Iguaçu, o SINCOVANI junto com o IFEC e a Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente Semuam, iniciaram um trabalho em conjunto de levantamento de dados, resultando na primeira pesquisa para área. Foram cadastrados 3.686 estabelecimentos existentes no quadrilátero composto pelas ruas Roberto Silveira, Via Light, Coronel Francisco Soares e a Avenida Marechal Floriano, que receberão as obras de revitalização do projeto Shopping a Céu Aberto, da prefeitura. Ao todo foram visitadas 31 ruas, em que se constatou uma diversidade de atividades, principalmente em serviços nas áreas de saúde e de advocacia. A pesquisa mostrou também que o quarteirão formado pelas ruas Quintino Bocayúva, Professor Augusto Rodrigues, Travessa Almerinda Azevedo e Avenida Governador Amaral Peixoto, é o que possui o maior número de lojas fechadas (37,47% ), o que corresponde a 148 estabelecimentos sem qualquer utilização. Outro dado levantado diz respeito a ocupação da área por residências, em que mostra um número expressivo de moradias nas ruas Professor Augusto Rodrigues, Via Light, Doutor Otavio Tarquino, Travessa Quaresma e Avenida Governador Amaral Peixoto. O processo metodológico da pesquisa A equipe de pesquisadores preencheu um questionário que relacionava o tipo de edificação, atividade, o nome do estabelecimento, o estado da rua e a ocupação da calçada. Dessa forma foi possível fazer uma análise da distribuição geográfica das atividades verificadas na área e os tipos de edificações mais freqüentes. Concluída a primeira fase da coleta de dados e analisando inicialmente as informações obtidas, observou-se um percentual alto de estabelecimentos sem identificação. Assim, com o apoio da Semuam, os pesquisadores voltaram a campo para identificar os prédios em que não foi permitida anteriormente a coleta de dados. A tabulação inicial dos dados levou em conta a localização geográfica e o tipo de atividade verificada, que foram variáveis de maior importância tanto para a Fecomércio-RJ, quanto para o SINCOVANI e para a Semuam. Na segunda etapa de tabulação levou-se em consideração os tipos de edificações verificados e na terceira etapa o tipo de ocupação observado na calçada do estabelecimento. Os resultados
Pesquisa traçará perfil do consumidor Entre as pesquisas que serão realizadas pelo IFEC e o SINCOVANI ao longo do ano a que traçará os perfis do consumidor e do comerciante estão sendo consideradas uma das mais importantes para os diversos segmentos ligados ao setor varejista, já que desta vez além de questões sócio-econômicas haverá também questões para determinar a origem e a freqüência com que o pesquisado vai aos centros comerciais e no caso dos comerciantes o que realmente ele pensa sobre o local onde seu estabelecimento está funcionando. Estes dados servirão de apoio não só para a criação de ações que atraiam o consumidor, como uma nova postura em relação à formação de parcerias entre entidades e governo municipal sobre as reais necessidades destes dois públicos em relação aos comércios das cidades.
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