|
Sociedade se une em
favor da ampliação do
Horário Bancário
O
reduzido horário de
funcionamento da rede
bancária instalada na
Baixada Fluminense está
na mira da sociedade.
Bradesco já perdeu uma
ação na justiça e teve
que indenizar
consumidor.
Representantes do
comércio, da indústria,
profissionais liberais e
da Câmara dos Vereadores
se reuniram na
Secretaria Especial da
Baixada Fluminense para
discutir uma forma de
ampliar o horário de
funcionamento dos bancos
da região. A idéia mais
aceita defende a
equiparação dos horários
das agências da Baixada
com os do Rio de
Janeiro.
A nova investida ganhou
força após o Banco
Central enviar à
Secretaria a circular
3.065, editada em 10 de
outubro de 2001, na qual
é dado aos municípios o
direito de exigir por
parte das instituições
bancárias mais uma hora
de funcionamento ao
público, desde que não
ultrapasse o limite de
seis horas.
O
documento diz o
seguinte: “Nas praças em
que o período de
atendimento ao público
for inferior a seis
horas, fica permitida a
postergação, em uma
hora, do horário de
início e/ou encerramento
das atividades previstas
no art. 2, inciso II, da
Resolução 2.839, de
2001, desde que
respeitado o período
mínimo de cinco horas
diárias ininterruptas de
expediente para o
público”. Diante do
parecer, o grupo decidiu
enviar novo documento a
Febraban, com cópia para
o Banco Central.
Em Nova Iguaçu, o grupo
ganhou o apoio da Câmara
de Vereadores com a
aprovação do projeto de
Lei de autoria do
vereador Carlos
Ferreira, que trata do
horário de funcionamento
dos bancos em Nova
Iguaçu. Segundo a
Constituição Federal, a
Casa tem autoridade para
legislar sobre a
questão.
Segundo o vereador, o
projeto original recebeu
apenas uma emenda, que
substitui a solicitação
de extensão além das
seis horas pela
equiparação do horário
com o do município do
Rio durante o período de
racionamento de energia
elétrica.
Prefeitura veta
projeto de Ampliação do
Horário Bancário

O Legislativo votou e
aprovou o projeto no
último dia 27 de
dezembro, mas um veto do
prefeito Nelson Bornier
impediu que a nova lei
fosse criada. O prefeito
alegou que o assunto não
seria da competência
municipal. Apesar do
recesso da Câmara, até o
dia 10 de janeiro o
presidente da Casa
estava avaliando a
possibilidade de fazer
uma convocação
extraordinária para
derrubar o veto e
aprovar o projeto.
- A Constituição é
clara. Determina que os
interesses locais do
município podem ser
discutidos e é claro,
criadas leis visando o
bem estar da população.
Neste caso, todos os
segmentos da sociedade
estão sendo
prejudicados, ainda mais
pelo fato do próprio
Banco Central ter
deferido um parecer
favorável a nossa
reivindicação. Por isso,
o veto do prefeito fere
os interesses dos
cidadãos iguaçuanos-,
concluiu Ferreira.
Código bancário não é
respeitado
O Banco Central vem
tentando há algum tempo
disciplinar as
instituições, tanto que
lançou há seis o Código
de Defesa do Cliente
Bancário.
Mas este código, por ser
na verdade um modelo de
conduta - já que a
função do BC é
fiscalizar e
regulamentar o sistema
financeiro -, nenhuma
das 2.602 queixas
registradas somente no
mês de setembro
acarretou em punição
através do novo código.
E justamente por esta
fragilidade é que os
bancos estão tentando na
Justiça se enquadrar
apenas nessas normas e
não mais no Código
Monetário Nacional
(CMN). Em outras
palavras: por ser o
Código menos abrangente
e não tratar de assuntos
como o tempo de espera
na fila, os bancos lutam
para que em casos
judiciais seja
consultado o Código do
BC e não o do
Consumidor.
Caso os bancos ganhem na
Justiça, reclamar sairá
caro para o Consumidor,
pois o Código Civil será
o único instrumento para
acionar as instituições
financeiras.
Bradesco é penalizado
por atendimento
deficiente
Decisão da Justiça
mostra descaso das
instituições
Esperar em filas de
bancos por mais de 25
minutos garante ao
cliente o direito de
solicitar na Justiça um
ressarcimento. É legal e
perfeitamente viável.
Poucos sabem que existem
leis municipais que
estipulam um tempo
máximo de permanência em
filas bancárias.
Entretanto, quem tem
conhecimento da lei e
quer fazer valer seus
direitos já pode
acreditar que a Justiça
estará do seu lado. Pelo
menos em Nova Iguaçu,
que através da juíza
Lucia Helena do Passo
sentenciou o Bradesco a
indenizar o vendedor
Marcondes Miranda. Ele
se sentiu lesado pelo
banco por permanecer
mais de uma hora e meia
na fila do caixa. A
decisão teve como base a
lei municipal nº
3.018/99, de 4 de
setembro de 1999.
Com o apoio da Comissão
de Defesa do Consumidor
da Câmara, a ação foi
julgada pela Justiça que
sentenciou o Bradesco a
pagar seis
salários-mínimos ao
promotor de vendas a
título de indenização
por danos morais.
A decisão demonstra que
apesar de serem
instituições poderosas,
também estão sujeitas a
punições quando deixam
de cumprir a lei, mesmo
que esta seja municipal.
Aliás, esta foi a
alegação da gerência da
agência penalizada para
não colocar em prática
ações visando acabar com
as filas.
Bancos lucram
exageradamente com
tarifas
Estudos mostram que
ganhos passaram a ser
tão importantes quanto
receita dos juros altos
Um estudo de empresas de
consultoria concluiu que
os bancos substituíram
com vantagens a receita
com a inflação pelo
atual sistema de
cobrança de tarifas. De
acordo com a pesquisa,
os cofres destas
instituições desde o
lançamento do Plano
Real, em 1994, estão
sendo reforçados não só
por operações com o
dólar ou a cobrança de
juros como também pelo
aumento dos valores
cobrados pelos serviços
bancários.
No estudo, as
consultoras mostram que
o ganho com as tarifas
cresceu muito mais do
que outros negócios
movimentados pelos
bancos, correspondendo
a um aumento nos últimos
anos de 380% na receita
de 16 conglomerados
financeiros. Isso quer
dizer que as tarifas
aumentaram quase quatro
vezes de 1994 até 2000.
Segundo o levantamento,
as operações de crédito
ainda foram a principal
fonte de receita dos
grandes bancos, com 48%
de receita, porém, a
prestação de serviços
correspondeu a 36% de
tudo que entrou nos
caixas destas
instituições.
Iguaçuanos Festejam
169º Aniversário
Nova
Iguaçu completou no
último dia 15 de janeiro
169 anos de fundação,
lembrando a data com
eventos religiosos,
apresentação de artistas
locais e manifestações
culturais.
Já no início da manhã,
foi celebrada uma missa
solene na Catedral de
Santo Antonio de
Jacutinga, com a
presença do prefeito,
seus secretários e
outras personalidades da
cidade. Durante o
restante do dia, a
prefeitura ofereceu aos
cidadãos a apresentação
grupos de capoeira e o
show dos cantores
Fernanda Moraes, Roberto
Lara e do grupo Pimenta
do Reino. Além disso, ao
longo da semana foram
promovidas mais ações
como a realização de uma
feira de artesanato, a
exibição em praça
pública do filme “Tainá”
e o lançamento de
projetos esportivos que
serão desenvolvidos no
Parque 2 da Via Light.
Nascida ao redor de um
porto na foz do Rio
Iguassú, nos fundos da
Baia de Guanabara, Nova
Iguaçu viveu grandes
ciclos econômicos.Entre
elas o apogeu do ciclo
da laranja, na década de
30, já com a denominação
de Nova Iguaçu (em
homenagem à antiga
vila).
E, coincidentemente, o
declínio dos grandes
laranjais promoveu uma
forte incrementação das
atividades industriais
na cidade. Vizinha à
capital, atraiu
imigrantes graças à
terra barata e ao
eficiente sistema
ferroviário que
encurtava a distância
entre a cidade e o
município vizinho.
Esta realidade marcou o
quarto ciclo econômico
de Nova Iguaçu, com os
loteamentos das antigas
plantações,
transformando-a em
cidade dormitório sem
infra-estrutura urbana.
Entretanto, tornou-se ao
longo dos anos uma das
principais cidades do
estado, tanto em
população quanto em
geração de renda.
Esta realidade começou a
mudar com o início das
emancipações de seus
distritos: primeiro com
Belford Roxo, depois com
a saída de Queimados e
Japeri, e, mais
recentemente, Mesquita.
169 anos em busca
de uma cidade
desenvolvida e com
qualidade de vida
para seus habitantes
Apesar das emancipações,
Nova Iguaçu se mantém
entre os municípios mais
atrativos da região
metropolitana, e seus
habitantes se
caracterizam pelo
sentimento de amor à
cidade. Daí,
provavelmente o seu
diferencial entre os
demais municípios da
Baixada Fluminense, já
que existem
profissionais
trabalhando, mesmo que
silenciosamente, pelo
desenvolvimento de seus
diversos segmentos
produtivos.
Atualmente a reforma do
centro comercial e a
criação de um pólo
logístico são as
principais ações
voltadas para trazer
novos investidores para
a região, e
conseqüentemente mais
oferta de empregos e
geração de renda para a
população.
Sincovani Lança
Calendário 2002
O
patrimônio ambiental e
arquitetônico dos oito
municípios que formam
atualmente a base
territorial do SINCOVANI
são o tema do nosso
Calendário 2002.
Este destaque integra um
dos principais objetivos
de nosso sindicato, que
é valorizar as cidades
que representa: Nova
Iguaçu, Belford Roxo,
Itaguaí, Mesquita,
Japeri, Paracambi,
Queimados e Seropédica.
O projeto valoriza as
atrações de cada cidade
e mostra locais que nem
sempre são conhecidos
por quem freqüenta a
Baixada Fluminense.
Retrospectiva 2001
Para
o SINCOVANI, o ano de
2001 foi marcado mais
uma vez por muito
trabalho: foram
parcerias firmadas,
participações em
projetos, capacitação de
sua equipe e criação de
serviços que possam
auxiliar o comércio.
A primeira grande
iniciativa deste
sindicato foi a criação
da Comissão de Obras no
mês de abril, junto com
as outras entidades
representativas do
setor, dando novo
impulso ao trabalho do
Núcleo Pró-Centro
Comercial. Este, a
partir de 2002 inicia
uma nova fase, visando
preparar o comércio para
o Shopping a Céu Aberto.
E, é claro, deve-se
destacar o quanto vem
sendo positivo o
trabalho da Comissão,
que desde setembro vem
cumprindo o seu papel.
Através de lojistas que
voluntariamente fazem
parte deste
organismo, estamos
fiscalizando, avisando e
mediando a relação entre
os executores da obra e
os comerciantes.
Foi
um ano marcado também
pela vinda de
palestrantes renomados
aos nossos eventos,
entre eles, o consultor
Luis Marins, que lotou o
teatro do Sesc.
Palestras que, graças ao
Sistema Fecomércio,
através do Senac, proporcionaram
aos profissionais
liberais da Baixada
Fluminense maior
conhecimento do mercado
de prestação de
serviços, de novos tipos
de negócios e da relação
do patrão com
funcionários e do
cliente com o
empreendedor.
Nos diversos segmentos
da sociedade, o
SINCOVANI participou de
festividades promovidas
nos municípios em que
atua, entre eles
destaca-se a festa
junina do Sesc, que
trouxe de volta
manifestações culturais
da tradicional
comemoração caipira, e
buscou retratar a antiga
Vila de Maxambomba e do
campeonato de futebol do
Dia do Trabalho - em que
nos sagramos campeões.
Ciente
da importância da
preservação do meio em
que vivemos, o SINCOVANI
participou do Dia da
natureza doando
camisetas para as
crianças de rede
municipal de ensino,
estava presente na
inauguração da sede
administrativa do Parque
Municipal da Cidade, e
também na II Conferência
Municipal dos Direitos
da Criança, do
Adolescente e do Cidadão
Iguaçuano.
Outra atuação importante
do SINCOVANI é a
parceria firmada com o
Sesc para atender
famílias carentes com
programas de prevenção
de cáries no bairro da
Jacutinga (com o apoio
da Sonoleve) e da Posse
(com a Fundação
Renascer). E pensando
nesta tendência mundial
de auxílio, estivemos
presentes ao Seminário
Internacional do
Voluntário, promovido
pela Fecomércio e
cedemos nossas
instalações para a
promoção dos primeiros
módulos do curso de
capacitação do Projeto
Artesão. E visando
facilitar o dia-a-dia do
comerciante, a carteira
de usuário do Sesc pode
ser feita para seu
funcionário com a ajuda
do SINCOVANI, sem
precisar ir às unidades.
Pensando
em alternativas para o
comércio, desde o 2º
semestre o SINCOVANI
promoveu uma série de
serviços, entre eles a
consultoria empresarial
voltada para o
desenvolvimento de
projetos, a criação de
uma rede de descontos e
a participação no 1º
Encontro sobre Novas
Tendências do setor de
Calçados.
De olho na velocidade
das informações,
reformulamos nossa Home
Page e firmamos uma
parceria com a
prefeitura de Nova
Iguaçu para termos um
link em sua nova página.
E, para terminar,
destacamos a realização
da pesquisa de
mapeamento dos
estabelecimentos
comerciais do Centro,
bem como os perfis do
comerciante e do
consumidor da área que
se tornará em 2002 o
primeiro Shopping a Céu
Aberto da Baixada.
Iniciativa inédita e que
marca uma nova etapa de
atuação junto ao
comércio tradicional. E
assim será, no ano de
2002, a atuação desta
entidade que busca
sempre cumprir sua
função de representar o
setor varejista e lutar
pelos direitos de seus
associados. |